sexta-feira, agosto 21, 2026
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Região de São João da Boa Vista tem superávit comercial de US$ 339,5 milhões em sete meses

As exportações da região de São João da Boa Vista totalizaram US$ 469,5 milhões no período, um aumento de 8,1% na comparação interanual. As importações somaram US$ 130 milhões, o que significa crescimento de 26,7% frente ao mesmo período do ano passado. Houve superávit comercial de US$ 339,5 milhões.

Os principais itens exportados foram café, chá, mate e especiarias (53,4%), preparações alimentícias diversas (22,4%) e animais vivos (4,9%). As importações foram principalmente de máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (32,2%), leite e laticínios; ovos de aves (22,2%) e plásticos e suas obras (10,9%).

No período analisado, os principais destinos das exportações da região de São João da Boa Vista foram Alemanha (13,3%), Itália (8,6%) e Rússia (7,9%). Por sua vez, as compras da regional tiveram como principais origens China (23,1%), Estados Unidos (19,6%) e Suíça (11,1%).

O levantamento do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) é baseado em dados dos municípios que integram as diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

“A indústria, cujo avanço e fortalecimento temos defendido perante o governo, pode contribuir de modo cada vez mais significativo para ampliação das vendas internacionais, tanto em volume quanto pelo fato de incluir produtos de alto valor agregado na pauta de exportações”, destacou Rafael Cervone, presidente do Ciesp e primeiro vice-presidente da Fiesp.

Para Adriano Alvarez, primeiro vice-diretor do Ciesp São João da Boa Vista, os números regionais evidenciam a força e a capacidade produtiva do agronegócio, ao mesmo tempo que as importações ajudam a sustentar investimentos e a modernização das empresas. “O desempenho demonstra a competência do agro e toda a capacidade instalada em nossa região. As importações também fazem parte dessa cadeia, porque representam a busca por tecnologia, máquinas, adubos, defensivos e outros insumos necessários para ampliar a produção e a competitividade”, afirmou.

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Alvarez destacou ainda que o mercado internacional não deve ser visto como uma possibilidade restrita às grandes companhias. “As micro e pequenas empresas que desenvolvem um produto ou pretendem prepará-lo para exportação também podem buscar capacitação. A ApexBrasil, em parceria com o Ciesp e o Sebrae-SP, oferece apoio para que essas empresas treinem suas equipes, identifiquem oportunidades e se preparem para participar do mercado externo”, completou.

Espírito Santo do Pinhal registra superávit de US$ 227,6 milhões

Em Espírito Santo do Pinhal, as exportações alcançaram US$ 242,4 milhões entre janeiro e julho, crescimento de 79,6% em relação ao mesmo período de 2025. As importações somaram US$ 14,7 milhões, com alta de 7%, resultando em superávit de US$ 227,6 milhões. A pauta exportadora foi liderada por extratos, essências e concentrados de café, com 41,1% do total, seguidos pelo café em grão e seus derivados (53,9%). Os principais destinos foram Rússia (14,5%), Vietnã e Estados Unidos (9,1% cada), Itália (8,4%), Espanha (7,5%), Alemanha e Colômbia (6,2% cada).

São José do Rio Pardo registra superávit de US$ 98,5 milhões

Em São José do Rio Pardo, as exportações alcançaram US$ 115,4 milhões entre janeiro e julho, enquanto as importações somaram US$ 16,9 milhões, resultando em superávit de US$ 98,5 milhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, as vendas externas recuaram 34,1%, mas as compras internacionais cresceram 92,2%. O café dominou a pauta exportadora, respondendo por 92,3% do total. A Alemanha foi o principal destino dos produtos rio-pardenses, com 37,7% das vendas, seguida por Itália (15,5%), Suécia (10,5%), Países Baixos (9,2%), Estados Unidos (4,9%) e França (4,7%).

São João da Boa Vista movimenta US$ 43,6 milhões

Já em São João da Boa Vista, as exportações alcançaram US$ 34,4 milhões entre janeiro e julho, enquanto as importações somaram US$ 9,2 milhões. A corrente de comércio — soma das vendas e das compras internacionais — chegou a US$ 43,6 milhões, com superávit de US$ 25,3 milhões. A pauta exportadora do município foi liderada por compostos de alumínio utilizados como insumos industriais, que responderam por 49% das vendas internacionais. Na sequência aparecem café e derivados, com 22,7%; e aparelhos mecânicos para projetar, dispersar ou pulverizar líquidos ou pós, com 6,2%. Os produtos fabricados na cidade chegaram a destinos como Bélgica (11,4%), Alemanha (10,5%), Países Baixos (7,2%), Luxemburgo (6,8%), Áustria (6,6%) e Reino Unido (6,3%). Argentina (3,9%), Estados Unidos (4,7%) e México (2,9%) também estiveram entre os compradores.

Santa Cruz das Palmeiras registra superávit de US$ 1,4 milhão

Em Santa Cruz das Palmeiras, as exportações alcançaram US$ 25,4 milhões entre janeiro e julho, crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025. As importações somaram US$ 24 milhões, com alta de 51,8%, resultando em superávit de US$ 1,4 milhão. Ovos de aves, frescos ou conservados, dominaram a pauta exportadora, respondendo por 99,8% das vendas internacionais. Os principais destinos foram Argentina (28,7%), Peru (24,3%), Colômbia (19,3%), Chile (14,6%) e Venezuela (13%).

Mococa registra superávit comercial de US$ 2,8 milhões

Em Mococa, as exportações somaram US$ 9,7 milhões entre janeiro e julho, queda de 11,6% em relação ao mesmo período de 2025. As importações alcançaram US$ 6,9 milhões, com crescimento de 45,6%, resultando em superávit comercial de US$ 2,8 milhões. Os principais produtos exportados foram preparações alimentícias à base de cereais e extrato de malte (26,9%), café e derivados (25,3%), componentes para vias férreas (24,7%) e leite e nata concentrados (15,4%). Os maiores destinos das vendas foram México (19,1%), Venezuela (15,3%), Chile (13,2%), Estados Unidos (11,9%), França (6,3%) e República Dominicana (5,6%).

Santa Rosa de Viterbo exporta US$ 8,1 milhões para diferentes mercados

Santa Rosa de Viterbo exportou US$ 8,1 milhões entre janeiro e julho, com vendas fortemente concentradas em ácidos orgânicos e seus derivados, responsáveis por 93,8% do total. Os principais destinos foram Argentina (44,4%), Uruguai (20,4%), México (7,2%), Indonésia (6,6%), Chile (3,8%), Estados Unidos e África do Sul (3,3% cada). Na comparação com o mesmo período de 2025, as exportações recuaram 14,7%. As importações chegaram a US$ 11,3 milhões, com crescimento de 21,1%, e o município registrou déficit comercial de US$ 3,2 milhões.

São Sebastião da Grama registra superávit comercial de US$ 5,4 milhões

Em São Sebastião da Grama, as exportações alcançaram US$ 6,2 milhões entre janeiro e julho, crescimento de 35,9% em relação ao mesmo período de 2025. As importações somaram US$ 813,7 mil, com alta de 1,6%, resultando em superávit comercial de US$ 5,4 milhões. A pauta exportadora foi liderada por frutas frescas ou secas, como abacates, mangas, figos e abacaxis, que responderam por 81,7% das vendas, seguidas por café e derivados (13,9%) e óleos e gorduras vegetais (4,4%). Os principais destinos foram Países Baixos (67,6%), Irlanda (13,5%), Espanha (10,4%), Reino Unido (4,4%), Chile (2,2%) e Argentina (1,7%).

Casa Branca exporta US$ 2,7 milhões entre janeiro e julho

Casa Branca exportou US$ 2,7 milhões entre janeiro e julho, com vendas concentradas em artefatos de borracha vulcanizada (54,8%), bulbos, tubérculos, mudas e outras plantas (25,7%) e sacos para embalagem (16,3%). Os principais destinos foram Argentina (55,2%), Países Baixos (21,8%), Paraguai (13,8%), Estados Unidos (5,1%) e Suécia (2,8%). Na comparação com o mesmo período de 2025, as exportações recuaram 51%. As importações somaram US$ 6,1 milhões, queda de 6%, e o município apresentou déficit comercial de US$ 3,4 milhões.

Vargem Grande do Sul amplia exportações e alcança US$ 701,7 mil

Vargem Grande do Sul exportou US$ 701,7 mil entre janeiro e julho, crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período de 2025. O café liderou a pauta, respondendo por 58,7% das vendas internacionais, seguido por bombas para líquidos (21,1%), ferragens e artigos de metal (6,9%), batatas frescas ou refrigeradas (5,3%) e especiarias (4%). A Argentina concentrou 70,6% das exportações, seguida por Bolívia (6,9%), Índia (5,2%), Uruguai (3,8%), Paraguai (2,8%) e África do Sul (2,4%). As importações somaram US$ 3,5 milhões, com queda de 36,8%, e o município apresentou déficit comercial de US$ 2,8 milhões.

Por Suzana Amyuni/Assessoria de Imprensa Ciesp

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