
Uma operação conjunta realizada pela Polícia Civil e pela Guarda Municipal resultou na prisão em flagrante de uma biomédica identificada pelas iniciais R.R.S.C.A., em Tapiratiba. A ação policial deu cumprimento a mandados de busca e apreensão nos endereços residencial e profissional da investigada.
A operação, batizada de “Harmonização Fatal”, contou com o importante apoio da equipe da Polícia Civil de São José do Rio Pardo, sob o comando do delegado Dr. Daniel Spessotto.


Apreensão de medicamentos e prontuários
Durante as buscas nos endereços da investigada, as equipes policiais localizaram e apreenderam diversas ampolas de tirzepatida — medicamento para emagrecimento amplamente conhecido pelo nome comercial de “Mounjaro”.
Além das ampolas do fármaco, as autoridades recolheram prontuários de pacientes e diversas anotações que detalhavam a rotina e a movimentação financeira da atividade desenvolvida pela profissional de saúde.

Venda ilegal e aplicação sem receita médica
De acordo com as investigações policiais, duas pacientes identificadas a partir dos documentos apreendidos foram ouvidas e confirmaram que adquiriam o medicamento para emagrecimento diretamente com a biomédica. Elas relataram ainda que se submetiam às aplicações realizadas pela própria investigada, tudo feito sem qualquer consulta médica prévia ou apresentação de receita médica.
A polícia aponta que a biomédica mantinha o medicamento armazenado de forma irregular em seu estabelecimento, realizava o comércio direto aos clientes e efetuava as aplicações práticas, violando as regras sanitárias e os limites legais de sua atuação profissional, já que o medicamento exige prescrição médica específica.
Prisão e silêncio constitucional
Diante dos fortes indícios recolhidos no local, a autoridade policial determinou a prisão em flagrante de R.R.S.C.A. pelos crimes previstos no Código Penal que envolvem a comercialização irregular de medicamentos e o exercício ilegal de atividade profissional (fora dos limites permitidos por lei).
Acompanhada de seu defensor, a biomédica foi interrogada na delegacia, onde optou por exercer seu direito constitucional de permanecer em silêncio.
Todo o material apreendido — incluindo os medicamentos, fichas de atendimento e documentos — será submetido a perícia técnica para dar andamento ao inquérito policial. Após passar pelos exames de corpo de delito obrigatórios, a investigada foi encaminhada ao sistema prisional e segue à disposição da Justiça.

Fotos: Polícia Civil









