terça-feira, julho 14, 2026
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Operação “Harmonização Fatal”: Biomédica é presa em flagrante em ação da Polícia Civil com apoio da Guarda Municipal, em Tapiratiba

Uma operação conjunta realizada pela Polícia Civil e pela Guarda Municipal resultou na prisão em flagrante de uma biomédica identificada pelas iniciais R.R.S.C.A., em Tapiratiba. A ação policial deu cumprimento a mandados de busca e apreensão nos endereços residencial e profissional da investigada.

A operação, batizada de “Harmonização Fatal”, contou com o importante apoio da equipe da Polícia Civil de São José do Rio Pardo, sob o comando do delegado Dr. Daniel Spessotto.

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Apreensão de medicamentos e prontuários

​Durante as buscas nos endereços da investigada, as equipes policiais localizaram e apreenderam diversas ampolas de tirzepatida — medicamento para emagrecimento amplamente conhecido pelo nome comercial de “Mounjaro”.

​Além das ampolas do fármaco, as autoridades recolheram prontuários de pacientes e diversas anotações que detalhavam a rotina e a movimentação financeira da atividade desenvolvida pela profissional de saúde.

A Operação contou com trabalho da polícia civil

Venda ilegal e aplicação sem receita médica

​De acordo com as investigações policiais, duas pacientes identificadas a partir dos documentos apreendidos foram ouvidas e confirmaram que adquiriam o medicamento para emagrecimento diretamente com a biomédica. Elas relataram ainda que se submetiam às aplicações realizadas pela própria investigada, tudo feito sem qualquer consulta médica prévia ou apresentação de receita médica.

​A polícia aponta que a biomédica mantinha o medicamento armazenado de forma irregular em seu estabelecimento, realizava o comércio direto aos clientes e efetuava as aplicações práticas, violando as regras sanitárias e os limites legais de sua atuação profissional, já que o medicamento exige prescrição médica específica.

Prisão e silêncio constitucional

​Diante dos fortes indícios recolhidos no local, a autoridade policial determinou a prisão em flagrante de R.R.S.C.A. pelos crimes previstos no Código Penal que envolvem a comercialização irregular de medicamentos e o exercício ilegal de atividade profissional (fora dos limites permitidos por lei).

​Acompanhada de seu defensor, a biomédica foi interrogada na delegacia, onde optou por exercer seu direito constitucional de permanecer em silêncio.

​Todo o material apreendido — incluindo os medicamentos, fichas de atendimento e documentos — será submetido a perícia técnica para dar andamento ao inquérito policial. Após passar pelos exames de corpo de delito obrigatórios, a investigada foi encaminhada ao sistema prisional e segue à disposição da Justiça.

Fotos: Polícia Civil

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