terça-feira, julho 14, 2026
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Operação Alçapão: Polícia Civil descobre cativeiro clandestino e resgata animais em São José do Rio Pardo

Uma ação do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil resultou na prisão em flagrante de um homem por crime ambiental e maus-tratos a animais no bairro Maria Boaro, em São José do Rio Pardo. A ação, batizada de Operação Alçapão, tinha como objetivo inicial o cumprimento de um mandado de busca e apreensão de uma arma de fogo, mas acabou revelando um cenário desolador de negligência contra a fauna silvestre e doméstica.

Os agentes do SIG deslocaram-se até a residência do suspeito para cumprir uma ordem judicial expedida pela Comarca de São José do Rio Pardo. A investigação buscava localizar uma arma de fogo supostamente utilizada para ameaçar uma vítima.

​Embora o armamento não tenha sido encontrado no imóvel, a vistoria no quintal e no interior da residência revelou uma realidade chocante que mudou completamente o rumo da diligência.

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O Cenário de Horror: Fome, Sede e Morte

​No local, os policiais civis constataram a existência de um verdadeiro cativeiro clandestino composto por 64 gaiolas. Em sete delas, os agentes conseguiram resgatar com vida:

  • ​01 Patativa
  • ​01 Canário-da-terra
  • ​03 Coleirinhas
  • ​01 Canário-do-reino
  • ​01 Azulão

​Todos os pássaros apresentavam sinais evidentes de debilidade, mantidos em locais insalubres, sem higiene ou ventilação adequada.

​O cenário mais sombrio, no entanto, estava nas outras 57 gaiolas acumuladas: em três delas, os policiais encontraram pássaros já mortos (um coleirinha e dois canários-do-reino), vítimas de fome e abandono. Além das aves, um cachorro de pequeno porte e um coelho também foram resgatados em condições deploráveis.

​A Versão do Suspeito: Confrontado pelos policiais, o morador tentou esquivar-se da culpa alegando informalmente que os animais pertenciam ao seu sogro, que compareceu ao local durante a ação policial.

Resgate, Laudo Veterinário e Prisão

​Para viabilizar o manejo seguro e a retirada emergencial dos animais, a Guarda Civil Municipal (GCM) prestou apoio imediato. Um médico veterinário foi acionado e emitiu um laudo oficial confirmando o estado crítico de maus-tratos.

​O cachorro foi encaminhado a uma clínica veterinária parceira para receber cuidados intensivos.

​As aves sobreviventes foram apreendidas e direcionadas ao setor de Bem-Estar Animal do município para triagem, reabilitação e futura soltura ou destinação adequada.

​Diante dos fatos, os policiais do SIG deram voz de prisão ao morador. Ele foi autuado em concurso material pelos seguintes crimes da Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais): Artigo 29, §1º, III: Manter em cativeiro espécimes da fauna silvestre sem autorização e Artigo 32 – Praticar ato de abuso e maus-tratos a animais domésticos e silvestres.

​O autuado foi conduzido à Delegacia de Polícia e, após as formalidades legais, encaminhado à Cadeia Pública da região, onde permanece à disposição da Justiça.

Fotos: Polícia Civil

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