A Polícia Civil divulgou o balanço final da megaoperação denominada com ARGOS, que mobilizou dezenas de policiais na manhã desta quinta-feira (16) em São José do Rio Pardo. A ação teve como principal objetivo desarticular grupos criminosos e fechar aquele que era considerado o maior ponto de tráfico de drogas da região, conhecido popularmente como “Biqueira do Bronks”, “Biqueira das Pedras” ou até mesmo “drive-thru das drogas”.
A força-tarefa foi coordenada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Casa Branca, sob o comando do delegado Dr. Wanderley Fernandes Martins Júnior.
A operação contou com um forte aparato policial, reunindo agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), policiais civis de toda a região, equipes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) e o apoio aéreo do helicóptero Pelicano.

O Balanço das Prisões e Apreensões
Fruto de um trabalho investigativo minucioso que durou cerca de dois meses, a operação resultou em um saldo expressivo de prisões e apreensões na cidade:
- 12 prisões por força de mandados de prisão preventiva.
- 02 adultos presos em flagrante durante a ação.
- 01 adolescente apreendido em flagrante.
Vários materiais e celulares foram apreendidos em diversos endereços e passarão por análise pericial para integrar o inquérito policial.
Segundo o delegado Dr. Wanderley, a investigação utilizou recursos tecnológicos avançados, como monitoramento por drones, além do trabalho de policiais disfarçados em campo para identificar a dinâmica do grupo e fundamentar os pedidos judiciais de busca e prisão.
Durante o período de investigações, quatro pessoas já haviam sido presas em flagrante. A polícia informou ainda que dois investigados, apontados como supostos líderes da associação criminosa, continuam foragidos.
”O principal objetivo dessa operação foi destruir o maior ponto de tráfico de drogas da nossa região”, destacou o delegado responsável pela DISE.


Defesa contesta prisão de investigado
A reportagem acompanhou o desdobramento do caso e conversou com o advogado Dr. Tarcísio Mafra, que representa um dos investigados detidos na operação.
De acordo com o defensor, nada de ilícito foi encontrado na residência de seu cliente durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão. O advogado ressaltou que o aparelho celular do investigado foi apreendido e que a senha do aparelho foi fornecida de forma espontânea para colaborar com as análises.
“Já tive acesso ao inquérito e os elementos que constam em relação ao meu cliente, nós entendemos que são insuficientes para a decretação e manutenção da prisão preventiva. Portanto, iremos buscar a revogação da mesma”, declarou o Dr. Tarcísio Mafra.


Investigações continuam
A Polícia Civil reforçou que a Operação Argos faz parte de uma estratégia permanente e contínua de combate ao tráfico de entorpecentes na região. Os trabalhos investigativos prosseguem nos próximos dias para localizar os foragidos, identificar outros possíveis envolvidos e detalhar a conduta e o nível de participação de cada um dos indiciados no esquema criminoso.










