Uma tragédia abalou a população de Poços de Caldas na noite de segunda-feira (5 de outubro). Um cabo da Polícia Militar de São Paulo, de 39 anos, e o seu filho, de aproximadamente dois anos, foram encontrados sem vida dentro de um imóvel localizado na rua Ana Amélia Marcante Cagnani, no bairro Jardim Esperança. A principal linha de investigação aponta para um caso de ho-mi-cí-di0 seguido de su1-cí-di0.

A reconstituição dos factos
O homem foi identificado como João Carlos Gonçalves de Morais, integrante da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Ele desempenhava funções administrativas no pelotão de Vargem Grande do Sul, integrado no 24.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), não atuando no patrulhamento operacional de rua. Informações preliminares indicam que o agente estava separado da mãe da criança desde julho deste ano.
A Polícia Militar foi acionada via Copom para responder a uma ocorrência inicialmente catalogada como desentendimento familiar. Ao chegarem ao local, as equipas encontraram a mãe da criança em estado de choque.
De acordo com o relato feito aos agentes pelo sargento Barix, a mulher informou ter deixado a criança com o pai por volta das 16h, com o compromisso de que o filho lhe fosse entregue até às 18h. Perante a falta de resposta e o atraso no horário combinado, a mãe deslocou-se até à residência do ex-companheiro. Sem obter resposta ao chamar pelo portão, pediu auxílio a um vizinho, que cedeu uma escada para que ela pudesse olhar por cima do muro. Ao aceder ao interior do imóvel, encontrou o militar já sem vida sobre a cama, com uma perfuração de arma de fogo.
A área foi imediatamente isolada pela Polícia Militar para a realização do trabalho da perícia técnica da Polícia Civil. Uma pistola Glock de calibre .40 foi recolhida no local, junta aos corpos. Após o término dos procedimentos periciais, o serviço funerário procedeu à remoção dos corpos.
O sargento Barix salientou que os detalhes do caso serão devidamente apurados no decorrer do inquérito policial:
”Tudo leva a crer que se trata de um h0-mi-cí-di0 praticado pelo pai contra a criança”, declarou a autoridade policial.


Apoio e desdobramentos
Militares do estado de São Paulo deslocaram-se a Poços de Caldas para prestar assistência às famílias envolvidas e acompanhar o desenrolar das diligências. Em declarações prestadas à imprensa, o tenente J. Santos manifestou o choque da corporação perante o sucedido, classificando o acontecimento como uma “surpresa muito grande” para todos os colegas de trabalho.
O caso foi oficialmente entregue à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações para apurar as exatas circunstâncias da ocorrência.
Informações e Foto: TV Poços









