terça-feira, agosto 4, 2026
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Polícia Civil prende homem em flagrante por usar Pix para perseguir ex-companheira e descumprir medida protetiva, em Rio Pardo

Suspeito enviava transferências de valores irrisórios para forçar notificações com mensagens no celular da vítima; prisão ocorreu enquanto ela prestava depoimento.

​Em uma ação rápida realizada nesta terça-feira (4), a Polícia Civil efetuou a prisão em flagrante de um homem, identificado pelas iniciais J.C., acusado de descumprir medida protetiva de urgência expedida pela Justiça. O caso, batizado pelas equipes policiais como Operação Centavo Zero, chamou a atenção pela forma tática utilizada pelo agressor para intimidar a ex-companheira.

​A vítima, A.C.S., compareceu à Delegacia de Polícia para relatar que o ex-companheiro vinha desrespeitando sistematicamente a ordem judicial de proibição de contato. Para burlar o bloqueio em aplicativos de mensagens e redes sociais, o suspeito realizava sucessivas transferências bancárias de centavos via Pix. O objetivo era acionar o alerta no celular da vítima e utilizar o campo de “mensagem” da transação para enviar textos de intimidação e constrangimento.

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Flagrante na Delegacia

​A audácia do suspeito ficou evidenciada durante o atendimento prestado pelos agentes: enquanto a vítima prestava seu depoimento na unidade policial, o celular apitou novamente com a notificação de mais uma transferência bancária de valor irrisório enviada por J.C.

​Diante do crime em andamento, a equipe de investigadores iniciou diligências imediatas. Os policiais foram até a residência do homem e, após obterem informações de que ele teria ido para a região central do município, intensificaram o patrulhamento no Centro, onde localizaram e abordaram o indivíduo.

Encaminhamento à Cadeia Pública

​Diante das evidências e da conduta flagrada, o homem recebeu voz de prisão com base no artigo 24-A da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), que tipifica o descumprimento de medidas protetivas de urgência.

​Na Delegacia de Polícia, a Autoridade Policial ratificou a prisão em flagrante ao constatar a materialidade do crime e os indícios de autoria. Por se tratar de um delito inafiançável na esfera policial, o indiciado foi recolhido à Cadeia Pública de Casa Branca, onde permanece preso à disposição da Justiça.

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