
Na tarde desta quinta-feira (28), a Polícia Civil prendeu em flagrante um servidor público municipal (59 anos), acusado de desviar materiais médico-hospitalares da Secretaria Municipal de Saúde. O homem, conhecido popularmente como “C. da Ambulância”, foi flagrado após vender os insumos públicos como sucata em um ferro-velho local. A ação foi conduzida pela equipe do Setor de Investigações Gerais (SIG).
A Investigação e o Flagrante
A operação teve início após os investigadores do SIG receberem informações privilegiadas indicando que o servidor havia acabado de comercializar uma grande quantidade de insumos do município.
De posse das características e do paradeiro do suspeito, a equipe deslocou-se imediatamente até o ferro-velho apontado na denúncia. No local, o proprietário do estabelecimento confirmou a transação: “C. da Ambulância” havia estado ali minutos antes e vendido uma sacaria repleta de objetos pelo valor de R$ 50,00.
Ao vistoriarem o material, os policiais constataram que se tratava de insumos de uso hospitalar, incluindo diversos kits de aparelhos espéculos — instrumentos utilizados em exames médicos.

Versão contestada na Secretaria de Saúde
Com a confirmação do desvio, os investigadores foram até a sede da Secretaria Municipal de Saúde, onde localizaram e abordaram o funcionário.
Questionado pela equipe policial, o servidor admitiu ter retirado o material do almoxarifado. Ele alegou que os itens seriam descartados no lixo e que, por isso, decidiu lucrar com a venda por conta própria.
No entanto, a versão foi prontamente desmentida pela chefia do setor. A administração municipal esclareceu que o descarte de materiais segue um rigoroso protocolo oficial e que, antes de qualquer eliminação, os itens passam por uma segunda conferência no almoxarifado central para avaliar a possibilidade de reaproveitamento.


Prisão por Peculato
Artigo 312 do Código Penal: Crime cometido por funcionário público que se apropria ou desvia bem público valendo-se do cargo.
Diante do conjunto de evidências, a Autoridade Policial decretou a prisão em flagrante do servidor pelo crime de peculato. Durante o interrogatório formal na delegacia, o indiciado preferiu exercer seu direito constitucional e manteve-se em silêncio.
Todo o material hospitalar foi apreendido, passou por avaliação pericial e já foi devidamente restituído ao patrimônio da Secretaria de Saúde. Após os procedimentos de praxe e a emissão da nota de culpa, o servidor foi conduzido à Cadeia Pública de Casa Branca, onde permanece à disposição da Justiça e aguarda a audiência de custódia.

Fotos: Polícia Civil









