Ação deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado cumpriu mandados em cinco estados; Justiça determinou o bloqueio de até R$ 187 milhões em bens da organização.

Na manhã desta quarta-feira (14), um empresário de 47 anos foi preso temporariamente pela Polícia Federal durante o cumprimento de mandados da Operação Bifronte. A prisão ocorreu em uma residência localizada no bairro Jardim Flamboyant, em Aguaí (SP), e contou com o apoio de equipes do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).
O investigado, identificado segundo apurações locais como Ricardo Scarabelo, é apontado como integrante de um esquema especializado em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal, contudo, prefere não confirmar publicamente a identidade dos alvos em virtude dos procedimentos de praxe.
Apreensões e procedimentos
Apesar das buscas minuciosas no imóvel, os policiais não encontraram materiais ilícitos. No entanto, foram apreendidos dois telefones celulares e um veículo, que passam por perícia técnica para colaborar com o avanço do inquérito. A operação foi acompanhada pelo advogado do suspeito, que foi encaminhado à sede da PF e permanece à disposição do Poder Judiciário.


Raio-X da Operação Bifronte
Liderada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (Ficco-MG), a investigação revelou que o grupo criminoso comprava entorpecentes diretamente da Bolívia e do Peru. As drogas eram posteriormente transportadas e distribuídas em território nacional, ao mesmo tempo em que a organização utilizava métodos sofisticados para ocultar o patrimônio e movimentar os recursos financeiros gerados pelo ilícito.
No total, as equipes cumpriram 46 mandados judiciais espalhados por cinco estados (Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina e São Paulo):
- 23 mandados de prisão;
- 20 mandados de busca e apreensão;
- 3 medidas de recolhimento domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Asfixia financeira e alcance internacional
Para desmantelar o braço financeiro da quadrilha, a Justiça Federal decretou o sequestro de bens e valores no montante de até R$ 187 milhões, afetando 69 pessoas físicas e jurídicas. Entre as propriedades bloqueadas estão 11 imóveis e uma aeronave.
A ofensiva também resultou na inclusão de dois alvos na lista da Difusão Vermelha da Interpol e na transferência imediata de dois investigados para estabelecimentos do Sistema Penitenciário Federal.
Os envolvidos poderão responder, na medida de suas participações, pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.
Informações e Foto: São João News









