Alerta atinge a capital paulista e Guarulhos; ‘dose zero’ é recomendada para crianças de 6 a 11 meses após confirmação de três casos na Zona Norte.

O Ministério da Saúde acendeu o sinal de alerta e reforçou, em caráter de urgência, a recomendação para que bebês de 6 a 11 meses e 29 dias recebam a chamada “dose zero” da vacina contra o sarampo. A medida foi tomada após a confirmação de três casos da doença em crianças menores de dois anos na Zona Norte da capital paulista.
Devido ao intenso fluxo de pessoas e à proximidade geográfica, a orientação de imunização emergencial também foi estendida ao município de Guarulhos, na Região Metropolitana.
Proteção adicional não altera calendário oficial.
A pasta esclarece que a “dose zero” funciona como uma blindagem extra para o período de maior vulnerabilidade dos bebês e não substitui as doses regulares do Calendário Nacional de Vacinação. O esquema tradicional deve ser mantido normalmente:
- 12 meses: 1ª dose (Tríplice Viral)
- 15 meses: 2ª dose (Tetraviral)
Nota do Ministério: Todas as vacinas continuam sendo ofertadas de forma totalmente gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos postos de saúde.


Cerco ao vírus: Busca ativa e bloqueio vacinal
Para conter a possibilidade de um novo surto, as autoridades de saúde intensificaram as ações de vigilância epidemiológica na região metropolitana de São Paulo. O plano de contingência inclui:
- Busca ativa: Rastreamento imediato de novos casos suspeitos.
- Monitoramento de contatos: Isolamento e acompanhamento de pessoas que tiveram proximidade com os infectados.
- Bloqueio vacinal: Mutirões de vacinação focados nos bairros e áreas consideradas de maior risco.
Casos importados e o status do Brasil
Investigações preliminares apontam que os três registros na capital paulista estão relacionados ao contato com pessoas vindas do exterior. Como os episódios não decorrem de transmissão comunitária interna descontrolada, o Brasil mantém o status de país livre do sarampo.
Contudo, o Ministério da Saúde alerta que o aumento expressivo da circulação do vírus em outros países das Américas acende um forte sinal de alerta. A única barreira eficaz para evitar que casos importados deem início a uma nova cadeia de transmissão nacional é manter a cobertura vacinal elevada.
As autoridades de saúde apelam aos pais e responsáveis para que compareçam às salas de vacinação portando a caderneta das crianças.
Com informações da Agência Brasil.









