quinta-feira, julho 9, 2026
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Homens são presos por abate de cavalos a marretadas para vender como carne bovina

Polícia Civil flagrou dupla com mais de 160 kg de carne clandestina; ossadas eram queimadas e jogadas perto de rio na zona rural.

​Dois homens, de 43 e 47 anos, foram presos em flagrante pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na zona rural de Campo Belo. Eles são suspeitos de manter um abatedouro clandestino de extrema crueldade, onde cavalos eram executados a marretadas na cabeça para que a carne fosse comercializada ilegalmente como se fosse carne bovina.

A ação policial ocorreu após denúncias de um incêndio suspeito na propriedade rural. Agentes que monitoravam a região interceptaram a caminhonete dos suspeitos em uma estrada vicinal.

​Na caçamba do veículo, as autoridades encontraram o material do crime capitulado:

  • ​165,6 kg de carne de abate recente, transportada sem nenhuma refrigeração ou licença sanitária;
  • ​Instrumentos de abate utilizados no manejo cruel dos animais;
  • ​Caderno com anotações, contendo registros de contabilidade e fluxo de vendas da carne ilegal.

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Crueldade e Crime Ambiental

​De acordo com as autoridades, o local operava sem qualquer condição de higiene. Um dos detidos confessou que os cavalos eram mortos com golpes de marreta na cabeça, sem nenhuma técnica de abate humanitário, o que causava sofrimento intenso aos animais.

​Para tentar ocultar os vestígios da atividade criminosa, a dupla carbonizava as carcaças. No terreno, os policiais civis localizaram valas abertas repletas de ossadas jogadas próximas a um curso d’água e a uma Área de Preservação Permanente (APP).

​Atenção: O consumo de carne sem inspeção sanitária e de origem clandestina representa um grave risco à saúde pública devido ao perigo de contaminação por bactérias e zoonoses.

Próximos Passos da Investigação

​A dupla teve o flagrante formalizado e permanece presa. A Polícia Civil agora trabalha em três frentes principais:

  • ​Rastreamento dos compradores: Identificar quais comércios ou açougues adquiriam o produto para revender ao consumidor final;
  • ​Identificação de comparsas: Apurar se há mais pessoas envolvidas no esquema de abate e distribuição;
  • ​Perícia ambiental: Avaliar a extensão dos danos causados ao solo e ao curso d’água da região pelo descarte incorreto dos restos mortais.

Informações e Fotos: Diário Independente

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