
Uma ocorrência de extrema violência chocou os moradores de Frutal, no Triângulo Mineiro, na noite deste domingo (10). Um menino de apenas 4 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), morreu após ser brutalmente agredido durante a invasão de sua residência por um criminoso de 23 anos.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PMMG), o suspeito invadiu o imóvel armado com uma faca e uma ripa de madeira, rendendo a mãe da criança, de 32 anos. O objetivo inicial do assaltante era o roubo de um televisor.
Assustado com a violência da abordagem, o menino sofreu uma crise sensorial e começou a se agitar. A reação da criança teria irritado o agressor, que passou a desferir golpes violentos contra a cabeça do garoto. Mesmo amarrada, a mãe tentou desesperadamente salvar a vida do filho, oferecendo transferências bancárias via Pix para que o criminoso cessasse as agressões e fosse embora, mas o apelo foi ignorado.

Fuga e Localização
Após as agressões, o indivíduo colocou a criança dentro de um saco de lixo e a abandonou em um terreno baldio a cerca de 150 metros da residência.
A Polícia Militar já estava na região devido a um crime anterior cometido pelo mesmo homem: minutos antes, ele havia matado o cachorro de sua própria avó em uma lagoa no Bairro Progresso. Ao receberem informações de testemunhas sobre um homem pulando muros com um saco plástico, os militares iniciaram as buscas e encontraram marcas de sangue no imóvel invadido.


Socorro e Prisão
A criança foi resgatada com traumatismo craniano severo e encaminhada ao Hospital Frei Gabriel. Apesar de ter sido intubada e recebido atendimento de emergência, ela não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado.
O suspeito tentou fugir a pé, mas foi cercado por moradores revoltados em uma praça pública. A população, armada com ferramentas agrícolas e pedaços de madeira, tentou linchar o agressor. A Polícia Militar interveio para conter a multidão, garantiu a integridade do indivíduo e efetuou a prisão em flagrante.
O caso agora segue para a Polícia Civil, que deve investigar a progressão dos crimes cometidos pelo autor na mesma noite, que terminou na morte trágica da criança.
Informações: Diário Independente









