
Ação policial apreende rebanho sem documentação e expõe riscos à saúde pública e à economia local
A Operação Aliança Rural, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), entrou em sua 3ª fase nesta terça-feira (26/11) na cidade de Campestre, Sul de Minas, destacando um problema que vai além do crime de furto: a complexa rede de comercialização irregular de gado e suas consequências.


A ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e reforça a investigação sobre fraudes em Guias de Trânsito Animal (GTA) e notas fiscais, pilares da fiscalização sanitária e tributária no agronegócio.
Risco da Cadeia Produtiva Ilegal
Durante a operação, a polícia encontrou e apreendeu 14 cabeças de gado sem comprovação de origem em uma empresa de leilões local. A ausência da GTA, documento obrigatório, não apenas dificulta o rastreamento do animal, mas abre portas para crimes de abate clandestino.


O abate clandestino representa um sério risco à saúde pública, pois a carne processada fora das regras sanitárias não passa pela inspeção obrigatória (federal, estadual ou municipal), podendo veicular doenças graves, como a brucelose e a tuberculose, aos consumidores.
”A fraude documental é a ponta do iceberg. Ao burlar a GTA e notas fiscais, o criminoso não só comete evasão fiscal, mas também insere produtos de origem desconhecida e potencialmente contaminados no mercado”, explica um investigador envolvido na operação.


Prejuízo Econômico e Material Apreendido
Além do gado, os 30 policiais envolvidos na ação apreenderam R$ 5 mil em dinheiro, cheques, celulares, documentos e cadernos com anotações. Esse material será analisado para mapear a rede de receptação e o esquema de fraude.
O comércio irregular também gera um impacto econômico direto. Ao vender gado sem procedência e sem recolhimento de impostos, a rede criminosa prejudica os pecuaristas honestos que investem em sanidade animal e cumprem as rigorosas obrigações fiscais.


A Polícia Civil incentiva que possíveis vítimas de furto ou pessoas com informações sobre a procedência do rebanho apreendido procurem a Delegacia de Campestre, auxiliando na identificação dos animais e no desmantelamento completo do esquema.

Informações e Fotos: Diário Independente









