sexta-feira, março 6, 2026
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Operação “Quebrando a Banca”: Polícia Civil mira esquema de R$ 97 milhões em jogos de azar e lavagem de dinheiro

Mandados foram cumpridos em São João da Boa Vista e outras três cidades; grupo utilizava técnica de “smurfing” para ocultar valores milionários.

Uma megaoperação da Polícia Civil, deflagrada na manhã desta terça-feira (13), atingiu em cheio uma organização criminosa que operava há décadas no interior paulista e no sul de Minas Gerais. Com foco na exploração de jogos de azar e lavagem de capitais, a ação, denominada “Quebrando a Banca”, cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro cidades, incluindo São João da Boa Vista.

O Alvo em São João da Boa Vista e Região

A ofensiva, coordenada pela Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba, concentrou esforços em Ribeirão Preto, Santa Rosa de Viterbo, São João da Boa Vista e na capital paulista. Durante as buscas, as equipes apreenderam:

  • ​Veículos de luxo;
  • Grandes quantias em dinheiro em espécie;
  • Dispositivos eletrônicos e materiais de apostas.

O Esquema: “Smurfing” e Empresas de Fachada

​A investigação revelou uma estrutura profissional de lavagem de dinheiro. O grupo utilizava a técnica conhecida como “smurfing”, que consiste em pulverizar grandes quantias por meio de inúmeros depósitos e transferências de pequenos valores para evitar o alerta das autoridades financeiras.

Para garantir que o dinheiro oriundo do jogo ilegal parecesse lícito, a quadrilha utilizava:

  • ​”Laranjas”: Pessoas que cediam nomes para contas bancárias e bens.
  • Empresas de Fachada: Estabelecimentos que serviam apenas para o trânsito bancário dos valores.
  • Transações Imobiliárias: Compra de imóveis com pagamento em dinheiro vivo.

Movimentação “Estratosférica”

​Os relatórios de inteligência da Polícia Civil apontaram disparidades brutais entre a realidade financeira dos envolvidos e suas declarações de renda. O líder da organização, cujo nome não foi revelado, chegou a movimentar R$ 25 milhões em apenas seis meses no ano de 2024. No total acumulado investigado, o grupo movimentou cerca de R$ 97 milhões.

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Próximos Passos

Ao menos oito integrantes da cúpula da organização, além do braço empresarial, são alvos desta fase da operação. Embora não tenham sido confirmadas prisões até o momento, os investigados devem responder por:

  • Associação Criminosa;
  • ​Lavagem ou ocultação de bens;
  • Exploração de jogos de azar.

Todo o material apreendido em São João da Boa Vista e demais cidades foi encaminhado à Deic para análise pericial, o que deve desencadear novas etapas da investigação.

Informações: G1 São Carlos/Fotos: Polícia Civil

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