
Em uma ação coordenada de inteligência, o Comando de Policiamento do Interior-9 (CPI-9), via 10º BAEP, deflagrou na quinta-feira (12) a Operação Arma Fantasma. A ofensiva mirou uma organização criminosa altamente especializada na fabricação e comercialização ilegal de armamentos produzidos por meio de tecnologia de impressão 3D.
Além de Tambaú, a operação cumpriu mandados de prisão e busca em Piracicaba, Rio das Pedras e Saltinho.
Tecnologia a Serviço do Crime
O diferencial da investigação é a descoberta do uso de impressoras 3D para criar armas conhecidas como “ghost guns” (armas fantasma), que não possuem numeração de série e são difíceis de rastrear. Durante as buscas, os policiais apreenderam diversas máquinas e protótipos de peças que compunham o arsenal clandestino.

Poder de Fogo e Munição de Guerra
O balanço preliminar da operação revela o alto perigo da organização. Entre o material apreendido destacam-se:
- Arsenal: Mais de oito armas, incluindo fuzis, pistolas e revólveres.
- Munições de Alto Calibre: Centenas de cartuchos de 9mm, 5.56 e calibre 12. O que mais impressionou as autoridades foi o encontro de munição calibre .50, capaz de derrubar aeronaves ou perfurar blindagens pesadas.
- Equipamento Tático: Granadas, bestas, coletes e capacetes balísticos.
Força-Tarefa Interestadual
A operação é fruto de um complexo trabalho de inteligência que uniu forças entre a Polícia Militar de SP, o GAECO (Ministério Público) e a Polícia Civil do Rio de Janeiro. A conexão com o estado fluminense sugere que o armamento fabricado no interior paulista poderia estar abastecendo facções criminosas de outros grandes centros.


Continuidade das Investigações
Todo o material foi encaminhado para perícia técnica para consolidar a contagem final. As autoridades afirmam que o foco agora é rastrear os compradores desse armamento e identificar outros membros que financiam a aquisição de tecnologia para a produção bélica clandestina.

Informações: Portal da Cidade de Casa Branca











