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MOTORISTA DA PREFEITURA E FEITO REFÉM E VAN DO TRANSPORTE DA SAÚDE É ROUBADA EM SÃO PAULO

Na manhã de terça-feira, 16 de setembro de 2025, o motorista Fábio Fernando Prado, funcionário da Prefeitura de São José do Rio Pardo, viveu momentos de tensão ao ser rendido por criminosos e ter a Van Renault Master com 16 lugares que dirigia roubada durante uma viagem para a capital paulista.

Segundo relato do próprio motorista, casado, com dois filhos, ele havia levado nove pacientes para São Paulo e acabara de deixar o último deles no Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, quando foi abordado. Prado contou que estacionou a cerca de 200 metros da entrada da unidade, logo após deixar o paciente, e, ao retornar para a van depois de buscar água, foi surpreendido por dois homens armados.

“Eles chegaram acompanhados de um carro preto e de uma moto Hornet. Dois me abordaram e me colocaram no banco de trás da van. Um dos criminosos assumiu o volante e, ao verificar a documentação, comemorou, dizendo que era exatamente o veículo que procuravam”, relatou.

Ainda segundo Prado, os criminosos demonstraram tranquilidade durante a ação. O que aparentava ser o chefe do grupo chegou a dizer: “Ó, senhor, fica tranquilo, não vai acontecer nada com o senhor.”

O veículo rodou por cerca de dois quilômetros, sempre com cobertura da moto e do carro preto. Em seguida, Prado foi retirado da van, encapuzado e colocado no banco traseiro do automóvel preto. O carro permaneceu parado em determinado local por aproximadamente duas horas, quando o motorista pôde retirar o capuz por alguns instantes e recebeu água dos sequestradores. Logo depois, foi novamente encapuzado e mantido em deslocamento.

“Rodaram comigo por mais de uma hora, depois pararam em uma subida, em uma quebrada em Mauá”, contou.

Durante o trajeto, Prado relatou que chegaram a passar ao lado de uma viatura policial, mas não houve abordagem. “Até fiquei com medo de que pudesse haver troca de tiros, mas a viatura passou direto.” Segundo ele, soube da aproximação da polícia porque o piloto da moto repassava informações em tempo real para os criminosos.

A libertação ocorreu em Mauá: “Me soltaram em uma ladeira, devolveram o celular e a carteira, e ainda perguntaram se eu precisava de dinheiro. Respondi que não, porque tinha uns 100 reais comigo. Então mandaram descer sem olhar para trás, e foi o que fiz”, disse.

Durante todo o sequestro, a moto Honda Hornet e o carro preto deram cobertura ao roubo e à fuga. O motorista permaneceu em poder dos assaltantes das 10h até por volta das 14h, em condições que correspondem a um cativeiro.

Após a liberação, Prado conseguiu pedir ajuda. Ele ligou para colegas e, com a carona de um entregador, chegou até uma avenida, onde pegou um ônibus até a estação de trem em Guaianases. De lá, seguiu até a estação Barra Funda. Fábio comunicou-se por celular com os pacientes e reuniu o grupo para retorno.

Enquanto isso, o paciente atendido no Hospital Santa Marcelina também conseguiu se deslocar por meios próprios até encontrar o grupo na Barra Funda. “No final, todo mundo conseguiu chegar ao destino e ninguém perdeu o tratamento”, explicou o motorista. Para o retorno, foram utilizados dois táxis providenciados pelo seguro.

O episódio deixou marcas emocionais. “Já tive outras experiências com furtos de veículos da Prefeitura em São Paulo, em 2009 e 2014, mas nunca à mão armada como desta vez”, contou Prado. Ele destacou ainda que a região próxima ao hospital em Itaquera é considerada de risco.

“Ficou claro que era encomenda. Eles estavam atrás desse tipo de veículo. Não faz nem 30 dias que outro colega, da cidade de Monte Sião, teve uma van roubada.”
Apesar do trauma, o motorista agradeceu por ter saído ileso. “Graças a Deus deu tudo certo, ninguém se feriu. Agora é seguir em frente.”

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A secretária municipal de Saúde, Érica Penha, confirmou que nenhum paciente ficou sem atendimento. “Toda a logística de transporte da saúde foi refeita para que ninguém fique sem transporte nem tratamento, até que o seguro faça o pagamento e uma nova van seja adquirida pela Prefeitura”, informou.

Prado diz ter passado pormomentos terríveis durante o assalto

Fonte: Transparência

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