sexta-feira, março 6, 2026
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Morre sagui albino resgatado em Casa Branca; animal será preservado para estudos científicos

O raro filhote de sagui albino, que mobilizou equipes de resgate e especialistas nesta semana, não resistiu aos ferimentos e morreu nesta sexta-feira (09). O animal, encontrado em uma área de mata no interior de São Paulo, apresentava um quadro clínico grave e estava sob cuidados intensivos.

Resgate e a Luta pela Vida

O primata, com aproximadamente dois meses de vida, foi localizado por moradores na última terça-feira (06), na Rua Francisco Dobies. Após o resgate realizado pela Defesa Civil, o animal foi encaminhado a uma clínica veterinária em Santa Cruz das Palmeiras.

Segundo o médico veterinário Armando Cruz Neto, o filhote sofria de traumatismo craniano. A principal suspeita é de que o ferimento tenha ocorrido após uma queda das costas da mãe — um acidente comum na espécie, mas que pode ter sido potencializado pelo possível isolamento do animal devido à sua condição genética.

Raridade do Albinismo no Mundo Selvagem

O albinismo é uma mutação genética que impede a produção de melanina. Na natureza, essa característica é uma sentença de vulnerabilidade. O biólogo Hugo Saulino e o veterinário Armando Cruz explicam que o instinto de sobrevivência do grupo pode levar ao abandono de indivíduos albinos.

“Pela ausência de camuflagem e características físicas distintas, esses animais tendem a ser isolados ou abandonados pela mãe como uma forma instintiva de proteger o restante do bando de predadores”, explicam os especialistas.

Legado para a Ciência: Taxidermia e Pesquisa

Apesar da perda, o sagui terá um papel fundamental na educação ambiental e na ciência. O corpo será submetido ao processo de taxidermia (técnica para preservar a aparência e forma do animal) pelo Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente (IBIMM), na Fazenda Palmares.

O material será integrado às pesquisas coordenadas pelo professor e biólogo Edris Queiroz. Devido à extrema raridade do exemplar, o estudo do DNA e da morfologia deste sagui contribuirá para o entendimento de variações genéticas na fauna silvestre da região, servindo como base para futuras publicações acadêmicas.

Informações: G1 São Carlos

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