sexta-feira, março 6, 2026
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Incêndio Fatal na Penitenciária de Marília: Sete Presos Morrem por Inalação de Gases

Um incêndio no setor de inclusão da Penitenciária de Marília resultou na morte de sete detentos e deixou outros feridos na tarde desta terça-feira (25/11). A tragédia, que mobilizou diversas forças de segurança e socorro, é agora objeto de um procedimento interno rigoroso por parte da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Origem e Consequências do Fogo

​A SAP, em nota oficial, informou que o incêndio foi provocado por um preso que ateou fogo em seus próprios pertences no setor de inclusão da unidade. A Polícia Militar havia reportado inicialmente uma briga entre detentos. A pasta, no entanto, descartou a ocorrência de uma rebelião no local.

​Os policiais penais realizaram o primeiro combate às chamas até a chegada das equipes especializadas. O Corpo de Bombeiros foi acionado para reforçar o atendimento por volta das 17h20.

​Lamentavelmente, a causa da morte dos sete presos foi a inalação de gases tóxicos produzidos pela fumaça. Outros detentos ficaram feridos e foram transportados por agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e outras equipes de resgate para hospitais da região, onde permanecem internados sob cuidados médicos.

​Em nota, a SAP lamentou profundamente o ocorrido e garantiu que está em contato com as famílias das vítimas para prestar todos os esclarecimentos e apoio necessários.

Superlotação como Contexto

​A tragédia ocorre em um contexto de superlotação crônica na Penitenciária de Marília.

​De acordo com dados divulgados pela própria SAP, a unidade possui uma capacidade oficial para 622 detentos, mas, até novembro deste ano, abrigava mais de 1.080 presos. A Penitenciária, que opera em regime fechado, tem uma área construída de 13.800 \text{m}^2.

​Equipes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e da Força Tática da PM também foram acionadas para garantir a segurança no entorno da penitenciária durante o socorro às vítimas e o controle da ocorrência.

​A Polícia Civil deverá investigar as circunstâncias precisas do ato que deu início ao incêndio, enquanto a SAP conduz seu procedimento interno.

​#Marília #Incêndio #Penitenciária #Superlotação #SAP #Tragédia #SegurançaPública

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