Uma ação conjunta das Polícias Civil e Militar com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) conseguiu prender o principal suspeito de cometer um ho-mi-cí-dio na manhã de quarta-feira (12), nas proximidades do Centro Comercial do Vale do Redentor, em São José do Rio Pardo (SP).
De acordo com o boletim de ocorrência, o autor do crime Gidel de Assis Gomes, 36 anos, estava foragido e os policiais estavam tentando sua captura desde o ocorrido. Nas Redes Sociais muitas informações foram divulgadas de que o Gidel estaria morto e que seu corpo estava em uma mata nas imediações do morro do Cristo Redentor.
Com apoio do Canil da Guarda Civil Municipal de Vargem Grande do Sul, várias buscas foram feitas, mas não foi possível localizar o suspeito e nem o seu corpo.
Como o crime chocou os moradores da cidade devido a crueldade com que o pedreiro Cristiano Marcos Pereira da Silva, 38 anos, havia sido morto, as buscas não pararam e na manhã de quinta-feira (13), por volta das 7 horas, a Polícia recebeu nova informação de que o suspeito estaria se dirigindo rumo a cidade de Mococa pela estrada vicinal, que estaria nas proximidades da fazenda Pessegueiro.
Imediatamente os policiais civis, militares e GCM rumaram para o local indicado, onde mantiveram contato com alguns moradores, os quais informaram que avistaram um homem andando pelo acostamento da vicinal e que teria adentrado na fazenda Canadá, tomando rumo à fazenda Pessegueiro. Os policiais entraram no interior da fazendo e em contato com alguns trabalhadores rurais, informaram que um homem havia realmente entrado na fazenda Pessegueiro, mas que teria retornado para a fazenda Canadá.
As equipes policiais retornaram à fazenda Canadá, onde realizaram um cerco policial e conseguiram localizar e prender o principal suspeito do crime, Gidel de Assis Gomes, conhecido por Ceará. O autor percebendo que não tinha como fugir para uma mata, acabou se entregando e não resistindo à prisão. Questionado, Gidel confessou que teria matado o pedreiro Cristiano, recebendo voz de prisão e sendo conduzido para a Delegacia de Polícia.
Na delegacia, o delegado titular Dr. Renato Coletes, ratificou a voz de prisão em flagrante, como incurso no delito capitulado no artigo 212 do Código Penal. Posteriormente o autor confesso foi encaminhado para o Pronto Socorro Municipal para passar por exame de corpo delito.
Ao retornar para a delegacia e durante interrogatório, Gidel disse que teria tido uma desavença com a vítima, que eles entraram em vias de fatos e acabou matando o pedreiro Cristiano com blocos de cimento e um galho de árvore, alegando legitima defesa. Questionado sobre o dinheiro que estaria com a vítima, o autor alegou que não pegou valor nenhum e que nem sabia desse valor (R$ 1.200,00).
Devido a crueldade com que o Cristiano foi morto e analisando a perseguição ininterrupta e presentes os elementos do flagrante, o delegado determinou que Gidel também fosse incurso no artigo 121 do Código Penal, determinando a prisão e condução do autor à Cadeia Pública de Casa Branca.
Segundo o delegado, mesmo com a prisão do autor, as investigações continuam e toda hipótese está sendo analisada, inclusive se teve participação de outra pessoa no crime.
Confira a entrevista com o delegado na manhã de quinta-feira (13) sobre o crime:
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