Com o apoio da Europol e da Receita Federal, investigação revelou o esquema que explorava brasileiras no exterior desde 2017 e movimentava lucros ilícitos por meio de fraudes financeiras.

Uma grande ofensiva internacional de combate ao crime organizado resultou no desmantelamento de uma rede transnacional dedicada ao tráfico de pessoas e à exploração sexual. A chamada Operação Cassandra foi deflagrada de forma simultânea pela Polícia Federal do Brasil e pela Polícia Nacional da Irlanda (Garda), com o suporte estratégico da Europol e o acompanhamento da Receita Federal.
Ao todo, mais de 120 agentes federais foram para as ruas no Brasil para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. As diligências concentraram-se em seis estados, entre eles São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Ao mesmo tempo, equipes policiais executaram ações táticas coordenadas em território irlandês.


Mecanismo de exploração e isolamento
Segundo dados levantados pelas investigações, a organização criminosa operava desde pelo menos 2017. O grupo aliciava mulheres brasileiras em situação de vulnerabilidade socioeconômica e as enviava para a Europa. No exterior, as vítimas eram submetidas a um rigoroso esquema de coerção, isolamento e controle ostensivo.
Até o momento, a força-tarefa já identificou cerca de 70 mulheres brasileiras vitimadas pelo grupo.


Lavagem de dinheiro e crimes financeiros
Além da exploração humana, as autoridades descobriram que a estrutura criminosa mantinha um complexo sistema de ocultação de bens. Para mascarar a origem do dinheiro obtido com o tráfico, o grupo cometia fraudes documentais, crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de capitais utilizando mecanismos financeiros de alta sofisticação.
As investigações prosseguem para apurar a extensão total dos lucros ilícitos e identificar outros possíveis integrantes e receptadores do esquema no Brasil e no exterior.
Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública / Polícia Federal/Via TV Direta







