sexta-feira, agosto 28, 2026
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MÃE DENUNCIA AUXILIAR ESCOLAR POR @BUS0 S3XU@L CONTRA FILHO AUTISTA EM DIVINOLÂNDIA; LAUDO DO IML CONFIRMA LESÕES

Caso envolve um menino de 5 anos diagnosticado com TEA e um Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI) da rede municipal de ensino. Mesmo após o laudo pericial atestar o abuso, o funcionário continua trabalhando na escola.

Um caso grave de denúncia de @bus0 s3xu@l infantil chocou a população de Divinolândia e mobilizou as autoridades locais. Uma mãe procurou a polícia para denunciar que seu filho de 5 anos, diagnóstico com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sofreu @bus0 s3xu@l praticado por um Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI) no interior de uma escola municipal da cidade.

Mudança de comportamento e revelação

​A suspeita da família teve início após alterações no comportamento do menino, acompanhadas de queixas frequentes de dores.

​Em relato emocionante, a mãe contou que o filho tentava se isolar. “Ele não contava nada, só falava ‘não quero conversa, quero dormir’. [Depois] Ele falou que foi no banheiro fazer cocô e o ADI foi limpar ele. Limpou com papel, depois com lencinho e depois com o dedo. A hora que ele falou o dedo, já fiquei em pânico. Eu falei: ‘mas como assim com o dedo?’. Aí ele falou que colocou o dedo todo no bumbum dele e que ele gritou de dor, que ele começou a chorar e que o ADI não estava nem aí”, desabafou a mãe.

​Após gravar o depoimento da criança, a mãe procurou a direção do estabelecimento de ensino. Segundo ela, no entanto, não houve apoio imediato: disseram-lhe que o menino era “muito mentiroso” e pediram para que aguardasse um tempo para ver se a história se repetiria.

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Laudo do IML confirma ato libidinoso

​Diante da omissão inicial, a mãe encaminhou a criança para exames periciais. Um laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmou que o menino sofreu ato libidinoso, apontando expressamente a presença de lesões.

​Mesmo após o laudo pericial atestar as lesões e a mãe pedir o afastamento imediato do funcionário, a direção da unidade escolar manteve o servidor trabalhando no local. Em mensagens trocadas por aplicativo, a diretora chegou a afirmar que “todas as crianças, ADIs e professores estarão no pátio” durante eventos escolares, confirmando a presença do suspeito no ambiente de convívio escolar.

Cobrança por afastamento e atuação da Procuradoria

​Diante da permanência do acusado na escola, a Procuradoria da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal de Divinolândia acionou a Prefeitura e exigiu a suspensão ou o remanejamento imediato do profissional até a conclusão das investigações.

​A procuradora Thaisi Gabrielli Trevisan explicou a medida: “A Procuradoria da Criança e do Adolescente do Legislativo não faz juízo de valor a respeito de culpabilidade. Ela visa a proteção integral da dignidade da criança. E tendo ciência da natureza dos fatos, que existe investigação em andamento, a principal preocupação é o resguardo da criança e a adoção de medidas protetivas por parte da prefeitura”.

​Segundo a Procuradoria, a administração municipal apenas substituiu o funcionário encarregado do acompanhamento individual do aluno, mantendo o servidor em atividade na própria escola. Diante da falta de respostas objetivas sobre o afastamento total do suspeito, a Procuradoria informou que formalizará uma representação junto ao Ministério Público.

O que dizem os órgãos oficiais

  • ​Prefeitura de Divinolândia: Informou que adotou medidas protetivas para impedir o contato direto entre o funcionário e a criança, mas alegou sigilo nas informações para resguardar o menor e garantir a presunção de inocência do servidor.
  • ​Ministério Público Estadual: Confirmou via ofício que o investigado segue em exercício na rede municipal e concedeu prazo de 30 dias para acompanhar o andamento das investigações antes de definir novas providências.
  • ​Defesa do funcionário: O nome do servidor não foi divulgado pelas autoridades e a defesa do suspeito não foi localizada até o momento.

Fonte: G1 São Carlos/Imagem – Reprodução EPTV

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