
Uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o IPEM-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo) desarticulou um esquema de fraude em um posto de combustíveis na manhã desta terça-feira, em Águas da Prata. A ação resultou na interdição de dezenas de bicos de abastecimento e na prisão em flagrante de um dos responsáveis pelo estabelecimento.
O posto alvo da fiscalização fica localizado às margens da Rodovia Governador Dr. Adhemar Pereira de Barros (SP-215).

O Esquema: Menos combustível pelo mesmo preço
Durante a vistoria, os fiscais e policiais constataram que as bombas do estabelecimento estavam adulteradas. Havia uma diferença significativa entre a quantidade de combustível que aparecia no painel eletrônico da bomba e o volume que realmente entrava no tanque dos veículos, gerando prejuízo direto aos motoristas.
Além da disparidade na quantidade, as equipes encontraram dispositivos eletrônicos suspeitos instalados nas bombas. Esses mecanismos são utilizados para alterar o funcionamento dos equipamentos de forma remota ou programada, camuflando a fraude.


Interdições e Perícia Científica
A fiscalização resultou em um bloqueio massivo na estrutura do posto:
- 5 ilhas de abastecimento foram completamente interditadas;
- 26 bicos de combustível foram lacrados e bloqueados para uso.
Os equipamentos eletrônicos suspeitos foram apreendidos e serão encaminhados para análise detalhada no laboratório antifraude do IPEM, na capital paulista.
A Perícia Científica também esteve no local e coletou amostras da gasolina, etanol e diesel armazenados. O material passará por testes laboratoriais para verificar se, além da fraude na quantidade, os combustíveis sofriam algum tipo de adulteração em sua qualidade (batismo).


Prisão e Suspensão das Atividades
Um dos responsáveis pelo posto foi detido no local e conduzido à DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de São João da Boa Vista, unidade que centralizou o registro da ocorrência. Ele foi autuado em flagrante por crime contra as relações de consumo e encaminhado à Cadeia Pública regional, onde permanece preso e à disposição da Justiça.
Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil já protocolou um pedido junto ao Poder Judiciário solicitando a suspensão total das atividades do posto. O estabelecimento deverá permanecer fechado até que todos os equipamentos sejam devidamente regularizados e os laudos comprovem a qualidade e a segurança dos produtos comercializados.
As investigações continuam para identificar se há outros envolvidos ou proprietários ligados ao esquema fraudulento.

Informações: TV Vargem







