
Uma ação conjunta entre a Guarda Civil Municipal (GCM), a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária resultou na prisão em flagrante de uma mulher pelo crime de maus-tratos a animais na última sexta-feira, 17 de abril. O caso, que chocou os agentes envolvidos, ocorreu após denúncias anônimas via telefone 153.
Ao chegarem no endereço indicado, as autoridades encontraram um cachorro em estado deplorável. Segundo o relatório da ocorrência, o animal estava há cerca de 30 dias sem os cuidados mínimos de higiene e sem alimentação básica. O cenário de abandono era agravado pelo fato de a tutora não residir mais no imóvel.

Negligência e Sofrimento
Em depoimento, a mulher admitiu que o cão havia sido atropelado há aproximadamente um mês. Ela alegou que, devido a dificuldades financeiras, não conseguiu buscar atendimento veterinário ou prestar assistência ao animal.
Apesar de ser localizado e encaminhado imediatamente para cuidados profissionais durante a intervenção policial, o quadro clínico do cachorro era gravíssimo e irreversível. Para cessar o sofrimento prolongado do animal, a equipe veterinária precisou realizar o procedimento de eutanásia.


Prisão Ratificada
A tutora foi localizada e conduzida à Delegacia de Polícia de Tapiratiba. Após analisar os fatos e a situação em que o animal foi encontrado, o delegado de plantão ratificou a prisão da mulher.
Pela legislação brasileira vigente (Lei 14.064/2020), o crime de maus-tratos contra cães e gatos prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda, não sendo permitida a aplicação de penas alternativas em condenações superiores a dois anos.
O caso serve como um alerta para a responsabilidade sobre a guarda de animais domésticos e a importância das denúncias da população para o combate à crueldade animal na região.









