
Em uma decisão que contrasta com a gravidade das acusações apresentadas pela Polícia Civil, o motorista particular L.S., de 53 anos, foi colocado em liberdade na manhã desta quarta-feira (15). Ele havia sido preso em flagrante após confessar ter @busado de uma criança de 11 anos dentro de uma van escolar.
A Soltura
Após passar a noite na Cadeia Pública de Casa Branca, o investigado foi submetido à audiência de custódia, em Ribeirão Preto. Apesar de a Autoridade Policial ter ratificado o flagrante e representado pela manutenção da prisão para garantir a ordem pública e a instrução do processo, a Justiça concedeu ao homem o direito de responder em liberdade.
A soltura ocorre menos de 24 horas após o crime, gerando discussões sobre o rigor das medidas cautelares em casos de crimes sexu@is contra vulneráveis.

Relembre o Caso: “Operação Lobo no Volante”
A prisão ocorreu após uma ação rápida do serviço de inteligência da Polícia Civil. O motorista foi localizado próximo à Escola Euclides da Cunha, logo após a vítima relatar o abuso à família.
De acordo com o boletim de ocorrência, o motorista teria manipulado a rota para que a menina fosse a última a ser entregue, ficando sozinha com ele no veículo.
Sob medo, a criança foi forçada a tocar as partes íntimas do agressor, que chegou a expor a genitália e praticar atos libidinosos.
Antes de liberá-la, ele tentou silenciar a menor, pedindo que o segredo fosse mantido longe do conhecimento da mãe.


Confissão e Estratégia de Defesa
Na delegacia, o motorista admitiu os atos, mas apresentou uma versão que causou indignação aos investigadores: tentou atribuir a “iniciativa” do abuso à criança de 11 anos. Tal alegação é tecnicamente irrelevante perante o Artigo 217-A do Código Penal, uma vez que, legalmente, não existe consentimento em atos sexu@is com menores de 14 anos.
Alerta: A polícia civil continua investigando se o motorista fez outras vítimas durante o período em que prestou serviços de transporte particular. Qualquer comportamento suspeito ou relato de crianças que utilizavam a mesma linha deve ser levado imediatamente à delegacia.
(A reportagem segue acompanhando os desdobramentos judiciais do caso)









