
O que começou como o relato de um trágico acidente doméstico terminou em prisão por fe-mi-ni-cí-dio neste domingo (1º). Wanessa Dias, de 44 anos, foi morta em sua residência na zona rural, no bairro dos Afonsos, e o principal suspeito é seu marido, um homem de 47 anos, preso pela Polícia Militar (PMMG) dentro da funerária onde ocorreria o velório.


A Farsa do Acidente
Pela manhã, o suspeito acionou as autoridades alegando que a esposa havia caído da cama e permanecido no chão. Segundo sua versão inicial, ele não teria percebido a gravidade do estado de Wanessa, que veio a óbito horas depois. No entanto, a narrativa começou a desmoronar assim que os militares chegaram ao local.
De acordo com o registro policial, o homem apresentava sinais de embriaguez e entrou em contradição diversas vezes ao explicar os fatos. Marcas no rosto da vítima e relatos de familiares sobre um histórico de brigas constantes — intensificadas pelo consumo de álcool — acenderam o alerta das equipes.
O Laudo Crucial
Embora houvesse lesões externas compatíveis com uma queda, o exame detalhado do Instituto Médico Legal (IML) foi o divisor de águas no caso. A perícia técnica identificou marcas internas que contradizem totalmente a versão de morte acidental. Os exames preliminares apontaram que a causa da morte foi asfixia.


Prisão e Sepultamento
Com as evidências de crime em mãos, a Polícia Militar agiu de forma rápida para evitar a fuga do suspeito. Ele foi detido no momento em que aguardava o início das cerimônias fúnebres na funerária.
O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Pouso Alegre, onde o flagrante por fe-mi-ni-cí-dio foi ratificado. Enquanto o suspeito era levado à prisão, o corpo de Wanessa foi sepultado às 16h deste domingo, no Cemitério Jardim do Céu, sob forte clima de revolta e tristeza entre amigos e parentes.
Informações: Diário Independente











